É a quarta vez. Não, é a quinta. Ah, sei la, foram tantas… Tantas vezes que eu pensei ‘agora dá certo’, ‘dessa vez vai ser diferente’, e todos esses clichês. Pior é quando eu desistia, e falava pra todas as amigas ‘otário que fique sozinho, não quero e não preciso’. Voltei atras. Tudo bem que é bem ridículo fazer mais um texto pra você, já que tudo que é postado aqui é pra você, mas eu só quero dizer, agora, o porque das vezes que eu fugi e voltei. Não é complexo, mas eu também não entendo, é simplesmente algo que me acalma e me deixa feliz. Durante esses dois invernos minha mente só gira em torno disso, e você já ta acostumado com essa ideia, de ficarmos sem se falar durante um tempo, brigar mais um tempo, depois eu esqueço de tudo e volto a fazer planos, pensar, querer e querer… Sempre é assim. Passa meses, eu vou atras de você. Porque eu não posso deixar você ir embora. Tem uma coisa, que eu não sei o que é, eu já disse, me acalma, e sinceramente, eu sou fechada emocionalmente e desiludida por natureza, mas tem uma coisa que faz eu sempre voltar até você. Que de todas as minhas crises de ansiedade, e todas as terapias, e de todas as vezes que eu pensei tanto que pensei que ia pirar, e eu queria uma resposta simples, mas porque tudo isso com só essa idade? Dai eu percebi que o problema não é a ansiedade que é demais, ou qualquer outro ser que não tem nada a ver nessa historia, problema é que eu preciso falar com você. Pode ser falta de vergonha na cara, ou apenas uma obsessão insuportável que ta fazendo eu perder meu tempo, mas eu não quero que seja nada dessas coisas, eu quero que seja amor. Porque eu desisto tão fácil de tudo, nunca gosto de ninguém e porque eu gosto tanto de você? Eu não sou de insistir, eu sou simples e direta, e porque com você eu complico tudo? É muita pergunta, pra nenhuma resposta. Enquanto o tempo passa devagar, e não chega o ‘nosso’ tempo, eu fico aqui tendo picos de alegria quando falo contigo, e enjoos de ansiedade quando a saudade sufoca e eu não sei mais como chamar sua atenção. Porque, sinceramente, eu não posso deixar você ir embora…